terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Fumo, Cigarro e Suas Conseqüências

Introdução
O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo. Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em rápida expansão. Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes, influência política e prestígio. O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um.
A revista The Economist comenta: “Os cigarros estão entre os produtos de consumo mais lucrativos do mundo. São também os únicos produtos (legais) que, usados como manda o figurino, viciam a maioria dos consumidores e muitas vezes o matam.” Isso dá grandes lucros para a indústria do tabaco, mas enormes prejuízos para os clientes.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, a vida dos fumantes americanos é reduzida, coletivamente, todo ano, em uns cinco milhões de anos ,cerca de um minuto de vida a menos para cada minuto gasto fumando.“ O fumo mata 420.000 americanos por ano”, diz a revista Newsweek. “Isso equivale a 50 vezes mais mortes do que as causadas pelas drogas ilegais”.





O Que Vai no Cigarro
Até setecentos aditivos químicos talvez entrem nos ingredientes utilizados na fabricação de cigarros, mas a lei permite que os fabricantes guardem a lista em segredo. No entanto, constam entre os ingredientes matais pesados, pesticidas e inseticidas. Alguns são tão tóxicos que é ilegal despejá-los em aterros. Aquela atraente espiral de fumaça está repleta de umas 4.000 substâncias, entre as quais acetona, arsênico, butano, monóxido de carbono e cianido. Os pulmões dos fumantes e de quem está perto ficam expostos a pelo menos 43 substâncias comprovadamente cancerígenas.
centenas de substâncias nocivas estão presentes no cigarro.




O Que Há por Trás do Cigarro
No mundo todo, três milhões de pessoas por ano -seis por minuto- morem por causa do fumo, segundo o livro Mortality From Smoking in Developed Countries 1950-2000, publicado em conjunto pelo Fundo Imperial de Pesquisas do Câncer, da Grã-Bretanha, pela OMS(Organização mundial de Saúde) e pela Sociedade Americana do Câncer. Essa análise das tendências mundiais com relação ao fumo, a mais abrangente até a presente data, engloba 45 países. “Na maioria dos países”, adverte Richard Peto, do Fundo Imperial de Pesquisas do Câncer, “o pior ainda está por vir. Se persistirem os atuais padrões de tabagismo, quando os jovens fumantes de hoje chegarem à meia-idade ou à velhice, haverá cerca de 10 milhões de mortes por ano causadas pelo fumo - uma morte a cada três segundos.
O fumo é diferente de outros perigos”, diz o Dr. Alan Lopez, da OMS. “Termina matando um em cada dois fumantes”. Martin Vessey, do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Oxford, diz algo parecido: “Essas constatações no período de 40 anos levam à terrível conclusão de que metade de todos os fumantes terminará morrendo por causa desse hábito – uma idéia muito aterradora.” Desde a década de 50,60 milhões de pessoas morreram por causa do fumo. Essa idéia é muito aterradora também para a indústria do tabaco. Se todo ano, no mundo todo, três milhões de pessoas morrem por motivos ligados ao fumo, e muitas outras param de fumar, então todo ano é preciso encontrar três milhões de novos fumantes.
Uma fonte de novos fumantes surgiu por causa do que a indústria do tabaco aclama como liberação das mulheres. O fumo entre as mulheres é fato consumado já por alguns anos nos países ocidentais e agora está ganhando terreno em lugares em que se via nisso um estigma. Os fabricantes de cigarro pretendem mudar tudo isso. Querem ajudar as mulheres a comemorar a prosperidade e a liberação recém – conquistadas. Marcas especiais de cigarro que alegam ter baixos de nicotina e alcatrão engodam as mulheres que fumam e que acham esse tipo de cigarro menos prejudicial. Outros cigarros são perfumados ou então são longos e finos – o visual que as mulheres talvez sonhem conseguir fumando. Os anúncios de cigarro na Ásia apresentam modelos orientais, jovens e chiques, elegante e sedutoramente vestidas no estilo ocidental.

No entanto, o saldo de mortes relacionadas com o fumo ganha terreno, junto com a “liberação” feminina. O número de vítimas de câncer de pulmão entre as mulheres dobrou nos últimos 20 anos na Grã-Bretanha, no Japão, na Noruega, na Polônia e na Suécia. Nos Estados Unidos e no Canadá, os índices aumentaram 300%. “Você percorreu um longo caminho, garota!”, diz um anúncio de cigarro. Alguns fabricantes de cigarro têm sua própria estratégia. Certa empresa nas Filipinas, país predominantemente católico, distribuiu calendários gratuitos em que logo abaixo da imagem da Virgem Maria aparecia, descaradamente, o logotipo do cigarro.
“Nunca tinha visto nada igual”, disse a Dra.Rosmarie Erban, conselheira de saúde da OMS, na Ásia. “Estavam tentando relacionar o ícone ao fumo, para que as mulheres filipinas não se sentissem culpadas diante da idéia de fumar.” Na China, calcula-se que 61% dos homens adultos fumam, contra apenas 7% das mulheres. Os fabricantes ocidentais de cigarro estão de olho na “liberação” dessas belas orientais, milhões das quais por muito tempo foram privadas dos “prazeres” desfrutados pelas glamorosas ocidentais. Mas há uma pedra enorme no caminho: o fabricante estatal de cigarro supre o mercado com a maior parte do produto.

As empresas ocidentais, porém, estão gradualmente conseguindo abrir as portas. Com oportunidades limitadas de publicidade, alguns fabricantes de cigarro procuram preparar o terreno para ganhar futuros clientes à surdina. A China importa filmes de Hong Kong, e em muitos deles os autores são pagos para fumar – um marketing sutil! Em vista do aumento das hostilidades em seu próprio país, a próspera indústria norte-americana do tabaco está estendendo seus tentáculos para aliciar novas vítimas. Os fatos mostram que os países em desenvolvimento são seu alvo, não importa o custo em vidas humanas.
No mundo todo as autoridades sanitárias soam o alarme. Algumas manchetes: “África combate nova praga: o fumo.” “Fumaça vira fogo na Ásia enquanto o mercado tabagista dispara.” “Índices de consumo de cigarro na Ásia causarão epidemia de câncer.” “A nova batalha do Terceiro Mundo é contra o fumo” O continente africano tem sido castigado por secas, por guerras civis e pela epidemia da AIDS. No entanto, diz o Dr.Keith Ball, cardiologista britânico, “com exceção da guerra nuclear ou da fome, o fumo é a maior ameaça para a saúde da África no futuro”.
Gigantes multinacionais contratam lavradores para cultivar tabaco. Estes derrubam árvores cuja madeira é extremamente necessária para cozinhar, aquecer ambientes e construir casas e a usam como combustível para a cura do tabaco. Cultivam lucrativas plantações de tabaco em vez de produtos alimentícios menos lucrativos. Os africanos pobres geralmente gastam grande parte de sua escassa renda em cigarro. As famílias africanas definham, desnutridas, enquanto os cofres dos fabricantes ocidentais de cigarro engordam com os lucros.




A Praga se Espalha Pelo Mundo
A África, a Europa Oriental e a América Latina são o alvo dos fabricantes ocidentais de cigarro, que vêem nos países em desenvolvimento uma gigantesca oportunidade comercial. Mas a populosa Ásia é de longe a maior mina de ouro de todos os continentes. Só a china atualmente tem mas fumantes do que toda a população dos Estados Unidos – 300millhões. Eles fumam o total assombroso de 1,6 trilhão de cigarro por ano, um terço do total consumido no mundo!

“Os médicos dizem que as implicações do estouro do fumo na Ásia são nada menores que aterradoras”, diz o jornal New York Times Richard Peto calcula que, dos dez milhões de mortes relacionadas com o fumo que se espera que ocorram todo ano nas próximas ou três décadas, dois milhões se darão na China. Cinqüenta milhões de crianças chinesas hoje vivas podem vir a morrer de doenças ligadas ao fumo, diz Peto. O Dr.Nigel Gray resumiu isso nas seguintes palavras: “A história do fumo nas últimas cinco décadas na China e na Europa Oriental condena esses países a uma grande epidemia de doenças ligadas ao fumo.

“Como pode um produto que é a causa de 400 mil mortes prematuras por ano nos EUA, um produto que o Governo norte-americano quer a todo custo que seus cidadãos deixem de consumir, de repente tornar-se diferente fora das fronteiras americanas!”, perguntou o Dr.Prakit Vateesatokit, da Campanha Antifumo da Tailândia. “Será que a saúde se torna irrelevante quando o mesmo produto é exportado para outros países?.
A próspera indústria de tabaco tem no governo dos Estados Unidos um aliado poderoso. Juntos lutam para ganhar terreno no exterior, especialmente nos mercados asiáticos. Por anos os cigarros americanos foram impedidos de entrar no mercado do Japão, Taiwan (Formosa), Tailândia e outros países, porque alguns desses governos tinham seus próprios monopólios sobre produto do tabaco. Grupos antifumo protestam contra as importações, mas a administração norte-americana usou uma arma persuasiva: tarifas punitivas .

A partir de 1985, sobre intensa pressão do Governo dos Estados Unidos, muitos países asiáticos abriram as portas, e os cigarros americanos estão invadindo o mercado. As exportações americanas de cigarro para a Ásia aumentaram 75% em 1988.
Talvez as vítimas mas trágicas da competitividade no mundo do fumo sejam as crianças um estudo divulgado na revista The Journal of the American Medical Association diz que “as crianças e os adolescente constituem 90% de todos os novos fumantes.
Um artigo na revista U.S.News & Would Report calcula em 3,1 milhões a quantidade de fumantes adolescente nos Estados Unidos. Todo dia, 3.000 jovens começam a fumar – 1.000.000 por ano. A publicidade de certo cigarro apresenta a imagem de um personagem de desenhos animados, muitas vezes com um cigarro na boca, um camelo que adora se divertir e vive atrás dos prazeres da vida. Essa publicidade é acusada de engodar crianças e adolescentes, tornando-os escravos da nicotina, antes que compreendam os riscos para a saúde. Em apenas três anos de divulgação dessa publicidade, o fabricante teve um aumento de 64% nas vendas para adolescentes. Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Geórgia (EUA) constatou que 91% das crianças de seis anos de idade que foram avaliadas conheciam esse camelo fumante.

Outro personagem muito conhecido no mundo do cigarro é o cowboy machão, despreocupado, cuja mensagem, nas palavras de um rapaz, é: “quando você está fumando, ninguém o segura”. Consta que o produto de consumo mais vendido no mundo é um cigarro que controla 69% do mercado entre os fumantes adolescentes e que a marca que mais investe em publicidade. Como um incentivo a mais, todo maço traz cupons que podem trocados por jeans, bonés e roupas esportivas do gosto da moçada.
Reconhecendo o tremendo poder da publicidade, grupos antifumo conseguiram que se proibissem em muitos países os anúncios publicitários de cigarro na televisão e no rádio. Mas um jeito que os espertos anunciantes de cigarro acharam de driblar o sistema foi colocar outdoors em pontos estratégicos em eventos esportivos. É por isso que numa partida de futebol televisionada para uma grande audiência de jovens talvez apareça, em primeiro plano, a imagem do jogador favorito desses telespectadores, prestes a fazer uma jogada, e em segundo plano, sorrateiramente, um enorme outdoor.

Aqui no Brasil, a minissérie Presença de Anita , chamou a atenção aos vários cigarros consumidos pela protagonista de apenas 18 anos. A representação foi tamanha, ao ponto da própria atriz tornar-se dependente. A mensagem descarada é que fumar dá prazer, boa forma, virilidade e popularidade. “Onde eu trabalhava”, disse um consultor de publicidade, “tentávamos de tudo para influenciar a garotada de 14 anos a começar a fumar”. Os anúncios na Ásia apresentam ocidentais atléticos, saudáveis e cheios de juventude, divertindo-se a valer em praias e quadras esportivas – fumando, é claro. “Top models e estilos de vida ocidentais criam padrões glamorosos a imitar”, comentou um informe de marketing, “e os fumantes asiáticos nunca se fartam disso”.




Não Fumantes em Risco
Você mora, trabalha ou viaja com fumantes inveterados? Então talvez corra o risco ainda maior de contrair câncer de pulmão ou doenças cardíacas. Um estudo realizado em 1993 pela Agência para Proteção do Meio ambiente (EPA, em inglês) concluiu que a fumaça de cigarro no ambiente é um carcinógeno do Grupo A, o mais perigoso. O relatório analisou exaustivamente os resultados de 30 estudos da fumaça produzidas pelo cigarro em repouso e da fumaça expelida depois de tragada.
A EPA diz que a inalação passiva da fumaça de cigarro é responsável pelo câncer de pulmão que mata 3.000 pessoas todo o ano nos Estados Unidos. A Associação Médica Americana confirmou essas conclusões, em junho de 1994, com a publicação de um estudo que revela que as mulheres que nunca fumaram, mas que inalam fumaça de cigarro no ambiente, correm um risco 30% maior de contrair câncer de pulmão do que outras pessoas que também nunca fumaram.

No caso das crianças pequenas, a fumaça de cigarro resulta em 150.000 a 300.000 casos anuais de bronquite e pneumonia. A fumaça agrava os sintomas de asma em 200.000 a 1.000.000 de crianças todo o ano nos Estados Unidos. A Associação Cardíaca Americana calcula que ocorram, todo o ano, 40.000 mortes por doenças cardiovasculares causadas pela fumaça de cigarro no ambiente. Um levantamento feito pela equipe de José Rosember, pneumologista brasileiro, avaliou os efeitos do tabagismo na saúde de 15 mil crianças entre zero e um ano. Nas famílias em que o pai fuma, cerca de 25%das crianças apresentou problemas respiratórios. Quando a mãe é fumante o número passa para 49%, pois ela tem mais contato com

Em 2002, o governo brasileiro estampará nos maços de cigarro, imagens e alertas aterradores, como por exemplo uma doente grave aparecendo num leito de hospital com câncer de pulmão. Terá também imagens de crianças prematuras para alertar o fumo durante a gravidez e frases de efeito como “Fumar causa impotência sexual”. Será a maior ofensiva contra os mais de 30 milhões de viciados, que segundo o Ministério da Saúde mata 80 mil brasileiros por ano.
Mas, para quem quer se livrar da dependência, a medicina está trazendo tratamentos desde terapias e antidepressivos até chicletes e adesivos de nicotina. Já existem várias alternativas contra o cigarro, segundo o psiquiatra Montezuma Ferreira, do Ambulatório de Tabagismo do Hospital das Clínicas de São Paulo “Hoje é mais fácil parar de fumar”.

Algumas dessas alternativas se baseiam na reposição de nicotina. O fumante é poupado dos efeitos da interrupção repentina do hábito, como a irritabilidade. Então, se oferece ao corpo a nicotina mas em doses menores até que ele dispense a substância, como é o caso do chiclete e do adesivo de nicotina. Há outros tratamentos que usam antidepressivos, com bupropriona (Zyban, da empresa Glaxowellcome). Mas ainda não se sabe como ele funciona contra a dependência. Acredita-se que a droga aumente o efeito de substâncias como a seretonina e a dopanina. Assim, o fumante teria as mesmas sensações de bem-estar causadas pela nicotina. Porém, esses tratamentos são recomendados para pacientes que fumam mais de quinze cigarros por dia, ou seja, um alto grau de dependência.

Há até técnicas para quem, durante o tratamento, sente um desejo incontrolável de fumar. Trata-se de um sray de nicotina. Ao bater aquela vontade de tragar, o fumante pode borrifar um pouco do líquido no nariz. Mas esse produto só existe nos Estados Unidos. Já descobriu-se que o cérebro possui receptores de nicotina, espécies de fechadura localizadas nas células nas quais o composto se encaixa. A partir daí começam a ser liberadas no corpo substâncias como a seretonina, catecolamida e dopamina. Elas estão envolvidas no processamento de sensações como bom-humor e relaxamento. Com o tempo, o corpo se acostuma com a nicotina e precisa cada vez mais dela para sentir as mesmas coisas. Está consolidada a dependência.
Sabe-se também que além da nicotina, o outro vilão é o alcatrão. Ele causa alterações nas células que podem levar ao desenvolvimento de vários tipos de câncer como o de pulmão e o de boca.




Constatações de 50.000 Estudos
A seguir temos uma pequena amostra do que preocupa os pesquisadores com relação ao fumo e à saúde:
Câncer de Pulmão:
87% das mortes por câncer de pulmão ocorrem entre os fumantes.


Doenças Cardíacas:
os fumantes correm um risco de 70% maior de apresentar doenças cardíacas


Câncer de Mama:
as mulheres que fumam 40 ou mais cigarros por dia têm uma probabilidade 74% maior de morrer de câncer de mama.


Deficiências Auditivas:
os bebês de mulheres fumantes têm maiores dificuldades em processar sons.


Complicações da Diabetes:
os diabéticos que fumam ou que mascam tabaco correm maior risco de ter graves complicações renais e apresentam retinopatia (distúrbios da retina) de evoluções mais rápidas.


Câncer de Cólon:
dois estudos com mais de 150.000 pessoas mostram uma relação clara entre o fumo e o câncer de cólon.


Asma:
a fumaça pode piorar a asma em crianças


Predisposição ao Fumo:
as filhas de mulheres que fumavam durante a gravidez têm quatro vezes mais probabilidade de fumar também.


Leucemia:
suspeita-se que o fumo cause leucemia mielóide.


Contusões em Atividades Físicas:
segundo um estudo do Exército dos Estados Unidos, os fumantes têm mais probabilidades de sofrer contusões em atividades físicas.


Memória:
doses altas de nicotina podem reduzir a destreza mental em tarefas complexas.


Depressão:
psiquiatras estão investigando evidências de que há uma relação entre o fumo e a depressão profunda, além da esquizofrenia.


Suicídio:
um estudo feito entre enfermeiras mostrou que a probabilidade de cometer suicídio era duas vezes maior entre as enfermeiras que fumavam.


Outros perigos a acrescentar à lista:
câncer da boca, laringe, gargantas, esôfago, pâncreas, estômago, intestino delgado, bexiga, rins e colo do útero; derrame cerebral, ataque cardíaco, doenças pulmonares crônicas, distúrbios circulares, úlceras pépticas, diabetes, infertilidade, bebês abaixo do peso, osteoporose e infecções dos ouvidos. Pode-se acrescentar ainda o perigo de incêndios, já que o fumo é a principal causa de incêndios em residências, hotéis e hospitais.





O Pulmão e o Coração
Ilustração do
Pulmão Humano O pulmão humano é composto de pequenos glóbulos chamados alvéolos. O fluxo de sangue e a irrigação sanguinia entre o coração e o pulmão são intensos. A fumaça do cigarro prejudica diretamente o funcionamento do sistema coração-pulmão. Com o passar do tempo os alvéolos pulmonares vão sendo cimentados pelos componentes da fumaça do cigarro, deixando de fazer sua função. O organismo então passa a ter menor oxigenação dos tecidos, resultando em maior facilidade de cansaço para o fumante. O cigarro também causa inúmeros danos ao coração, tal como infarto.




É Possível Libertar-se
Milhões de pessoas conseguiram se libertar do vício da nicotina. Se você fuma, você também poderá largar esse hábito prejudicial.
Aqui vão algumas dicas:


Saiba de antemão o que esperar. Os sintomas de abstinência podem incluir ansiedade, irritabilidade, tontura, dor de cabeça, insônia, distúrbios estomacais, fome, fortes desejos de fumar, talvez por causa de um momento estressante (lembre-se de que o impulso em geral passa dentro de cinco minutos), dificuldade de concentração e tremores. Isso não é nada confortável, mas os sintomas mais intensos duram apenas alguns dias e vão desaparecendo à medida que o corpo vai se livrando da nicotina.
Analise sua rotina para ver quando você procurava um cigarro e altere esse padrão, pois a mente estava condicionada por comportamentos associados ao fumo. Por exemplo, se fumava logo após as refeições, crie a determinação de levantar-se logo em seguida e caminhar ou lavar os pratos. Se estiver desanimado por causa de recaídas, não desista.
O importante é continuar tentando.
Parar de fumar é uma coisa. Largar de uma vez por todas o fumo é outra coisa. Estabeleça alvos de abstinência: um dia, uma semana, três meses, para daí então parar de fumar para sempre.
Se a idéia de engordar o incomoda, lembre-se de que os benefícios de parar de fumar superam esses quilinhos a mais. É bom ter frutas e hortaliças à disposição. E beba muita água.

E falando em benefícios ao parar de fumar saiba mais sobre isso:


Vinte minutos depois de deixar o cigarro, a pressão arterial e os batimentos cardíacos retornam ao normal
Um dia depois de largar o vício, as chances de infarto começam a se reduzir
Após três dias, há um aumento da capacidade respiratória
De duas a 12 semanas a circulação sangüínea melhora
No intervalo de 1 a 9 meses a tosse e as infecções das vias aéreas vão cessando. A capacidade física melhora
Em um ano diminui o risco de doença coronariana em 50% Em dez anos caem as chances do aparecimento de câncer
No período de dez a 15 anos o perigo de desenvolver problemas cardíacos se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou.





Estatísticas
Mais de 300 pessoas morrem por dia no Brasil em conseqüência ao hábito de fumar. A Organização Mundial de Saúde prevê que, se nada for feito, em 2020 o vício do cigarro levará mais de 10 milhões de pessoas à morte, por ano.

Estatísticas Sobre Uso do Cigarro





Conclusão
O fumo e seus derivados fazem parte do grupo de drogas consideradas de alta periculosidade a saúde humana. Vidas são tragadas pelos malefícios do fumo a cada minuto. Entretanto o lucro gerado pelo fumo movimenta bilhões de dólares todos os anos. Milhares de horas de propaganda a favor do fumo são veiculadas nos meios de comunicação de massa toda semana buscando novos mercados consumidores. Se o fumo é um mal para uns, faz muito bem a outros tantos que usufruem do lucro gerado pelo fumo e seus derivados. A grande maioria entretanto, morre e adoece todos os dias. O fumo traz inúmeras despesas à nossa sociedade.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Prazer artificial


prazer artificial
O uso de remédios para problemas de ereção sem prescrição médica é cada vez mais comum. Saiba o que motiva esta atitude e por que os especialistas a condenam

POR GIULIANO AGMONT



As pílulas para tratamento de disfunção erétil tornaram-se um fenômeno de vendas. Mas não apenas por causa de homens com problemas de ereção, normalmente acima dos 40 anos de idade. Drogas como o Viagra, o Levitra e o Ciallis ganham cada vez mais adeptos entre jovens de 15 a 35 anos em busca de um melhor desempenho sexual ou simplesmente uma garantia de que não falharão. Não existem estatísticas que comprovem isso, mas os médicos garantem que a quantidade de prescrições passadas por eles não "bate" com os números apresentados pela indústria farmacêutica. Na verdade, basta uma conversa mais franca em rodas de amigos ou uma visita a qualquer farmácia do país, para descobrir que os inibidores da enzima fosfodiesterase V - a classe de remédios para impotência - passaram a ser tomados com a mesma naturalidade que antitérmicos ou remédios para dor de cabeça.

Segundo Celso Gromatzky, urologista e coordenador da unidade de me dicina sexual da Faculdade de Medicina do ABC (SP), é possível dividir em três grupos os usuários dos facilitadores de ereção sem receita médica. O primeiro é composto por homens mais velhos que têm disfunção erétil, mas não admitem o fato nem para si mesmos. Tomam o comprimido para "turbinar" a relação e não vêem a necessidade de ir ao médico. O segundo é formado por jovens saudáveis, sem problemas de ereção.

Eles tomam o remédio como se fosse uma droga recreativa, acreditando que vão melhorar o desempenho na cama e aumentar o prazer das mulheres. Por fim, estão os que carregam as pílulas a tiracolo por insegurança. Com medo de falhar na hora H, ficam mais tranqüilos se tiverem uma garantia de que conseguirão transar sem contratempos.

Nos três casos há problemas de desinformação. "O uso indiscriminado destes comprimidos é perigoso", alerta Celso Gromatzky. "Os mais velhos podem estar encobrindo uma doença cardiovascular grave, ou mesmo um diabetes, e os mais novos vão crescer com uma visão distorcida do que é se relacionar sexualmente. Já os que se escoram na segurança dos remédios com medo de falhar, certamente precisam de um acompanhamento psicológico." O médico diz ainda que o problema de ereção pode ser um efeito colateral de antidepressivos, ansiolíticos, antipsicóticos, remédios para doenças cardiovasculares e até fórmulas de emagrecimento. Ou seja, a pessoa vai tomar a pílula para corrigir um problema ocasionado por outra droga. "Por isso, a automedicação é um péssimo negócio. A falta de orientação pode transformar uma brincadeira ou um problema simples em um dano irreversível, físico ou emocional", avisa Gromatzky.

Do ponto de vista farmacológico, porém, os comprimidos para a disfunção erétil não fazem mal. Quer dizer, as pessoas que tomam, mesmo sem o aval médico, não correm riscos orgânicos por causa do remédio. "São drogas bastante seguras nesse sentido. A única coisa que não se deve fazer é ingeri-los juntamente com remédios para cardíacos que tragam nitrato em sua fórmula. Há risco de morte súbita. Mas esse dificilmente é o caso dos que tomam as pílulas sem prescrição", acredita o urologista. Ele garante também que não existem evidências de que a associação destas pílulas com bebidas alcoólicas e outros entorpecentes cause danos adicionais às pessoas (veja box).

Muleta emocional
Em compensação, psicologicamente, o estrago pode ser grande, em especial para os que recorrem às pílulas por insegurança. A droga torna-se uma "muleta" e o indivíduo passa a angustiar-se com tudo o que diga respeito a sexo. "É um círculo vicioso. O homem acredita que precisa do comprimido, mas tem vergonha de dizer isso à parceira e se sente culpado por achar que não está sendo ele mesmo na relação", explica a psicóloga Regina Gottsfritz Bastos (SP). "Resultado: o relacionamento acaba tendo uma vida curta porque o homem já entra pronto para não se envolver", afirma. Segundo a psicóloga, a insegurança masculina está associada a traumas que não necessariamente têm motivações sexuais. "Às vezes, uma demissão no trabalho, uma brincadeira mais constrangedora na escola ou qualquer situação que cause no homem uma sensação de impotência pode desencadear essa insegurança", revela a especialista Regina Bastos, que também associa o medo de falhar ou a própria falha às crises de pânico, cada vez mais freqüentes.

O USO DESTES REMÉDIOS SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA PODE MASCARAR PROBLEMAS SÉRIOS, COMO DOENÇAS CARDIOVASCULARES E DIABETES QUE PODEM TER COMO SINTOMA A DISFUNÇÃO ERÉTIL. PSICOLOGICAMENTE, OS ESTRAGOS TAMBÉM PODEM SER GRANDES. A FALTA DE ORIENTAÇÃO LEVA A DANOS IRREVERSÍVEIS, FÍSICOS OU EMOCIONAIS

MEDO DE FALHAR? BUSQUE APOIO PSICOLÓGICO

ELES NÃO PROLONGAM A EREÇÃO EM QUEM NÃO TEM DISFUNÇÃO ERÉTIL



Isso significa que a insegurança pode evoluir para um problema de ereção concreto, quando a pessoa está sob forte estresse emocional. "O estresse pode alterar a qualidade da ereção", enfatiza o urologista Celso Gromatzky. "Mas não adianta tomar uma pílula para garantir a transa.

A pessoa resolve o sintoma e não a causa da falta de ereção. Claro que é positivo que a medicina disponha destes medicamentos em seu arsenal terapêutico, mas não é o paciente que deve tomar a decisão de usá-lo."

O ESTRESSE PODE ALTERAR A QUALIDADE DA EREÇÃO

Na verdade, estão no centro do problema de uso desses remédios, sem orientação médica, questões como masculinidade, virilidade e potência sexual. Tanto o homem inseguro quanto o que utiliza as pílulas de forma recreativa quer afirmar sua masculinidade. Para os jovens que tomam Levitra, Ciallis, Viagra - e até medicamentos "piratas" trazidos do Paraguai - com o objetivo de melhorar a performance sexual há, inclusive, muita fantasia. De acordo com Celso Gromatzky, existe pouca informação sobre o efeito dos remédios em pessoas sem disfunção erétil, mas sabe-se que a ação deles tem limites.

"Eles não melhoram nem prolongam a ereção. O máximo que fazem é diminuir o período de latência do pênis.

Ou seja, o homem consegue diminuir o intervalo entre uma transa e outra", afirma o urologista. "Resta saber se isso é realmente necessário para um jovem que normalmente precisa apenas de alguns minutos para se recompor de uma transa."

Um publicitário de São Paulo, de 30 anos, que preferiu não se identificar, tomou, mais de uma vez, remédios para disfunção erétil. "Era um 'presente' para as minhas parceiras. Podiam se divertir à vontade que eu mantinha a ereção. Chegava a fi- car nesse jogo por sete horas, talvez mais", conta. "Mas teve uma vez que não deu certo. Tomei meio comprimido e, depois da primeira transa, sentimos falta de uma 'química' entre nós e a coisa parou por ali. Na verdade, é difícil dizer o que é efeito do remédio e o que não é." Para o urologista Celso Gromatzky, provavelmente o rapaz teria o mesmo desempenho caso tivesse tomado uma pílula placebo achando que era uma pílula para ereção. "É possível", concorda o publicitário, que não se recrimina por ter experimentado as drogas, mas também não faz apologia.

O ESTRESSE PODE ALTERAR A QUALIDADE DA EREÇÃO

Outro garoto, este com 23 anos, também usou a pílula. "Eu, uma amiga e um amigo dividimos um comprimido que ela encontrou no quarto do avô", lembra. "A transa foi boa, mas não senti que o remédio tenha mudado alguma coisa." Nesse caso, fica evidente a confusão que existe em torno do assunto, já que até a menina tomou a droga para ereção. Outro aspecto é o fácil acesso ao medicamento. "A gente não precisou comprar, mas conheço muita gente que pega a sua cartelinha em qualquer farmácia", conta o jovem.

"Remédios na gravidez: tomá-los ou não?


"Remédios na gravidez: tomá-los ou não?

Usar medicamentos na gestação é contra-indicado, mas às vezes eles são necessários, desde que haja indicação médica. Entenda aqui os riscos de tomar drogas sem receita

Por Cristina Nabuco



O resultado positivo de um exame de gravidez quase sempre produz uma reviravolta nos hábitos femininos. A futura mamãe passa a caprichar na dieta, desacelera o ritmo de trabalho, diminui os passeios noturnos, pára de pintar os cabelos e até larga o cigarro. Tudo para proteger o herdeiro.

Mas se um resfriado atravessa seu caminho, você fica tentada a tomar um comprimido para aliviar a dor de cabeça ou algum xarope contra a tosse que atrapalha seu sono. Será que pode? Quem não quer arriscar, às vezes, substitui os medicamentos convencionais por chás, na crença de que "se for natural, mal não há de fazer". Pois saiba que o uso indiscriminado de remédios é totalmente condenado na gravidez - e isso inclui formulações à base de plantas.

A exposição a certos compostos químicos pode causar danos graves ao feto: malformações, deficiências funcionais, retardo do crescimento e até morte. "Nenhum medicamento deve ser tomado sem orientação do obstetra. Mesmo se for prescrito por outro especialista, o médico que acompanha a gestação deve ser informado", recomenda a ginecologista e obstetra Silvana Chedid, diretora do Centro de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

O cuidado deve ser maior nos três primeiros meses, quando se formam todos os órgãos do bebê. "Nessa fase, remédios são desaconselhados sem indicação médica, até fitoterápicos, vitaminas e florais", confirma o infectologista e especialista em medicina chinesa Alex Botsaris, autor do compêndio Medicina complementar (Ed. Nova Era).

Tudo o que a mãe ingere passa para o feto. Durante muito tempo acreditouse que a placenta interceptasse agentes nocivos. A trágica experiência com a talidomida derrubou essa tese. Empregada largamente entre 1957 a 1962 para alívio de enjôos, ela provocou o nascimento de milhares de crianças com deficiência nos braços e nas pernas, além de distúrbios cardíacos, renais e de surdez.

Vários casos de aborto também foram atribuídos ao remédio, hoje restrito aos portadores de hanseníase. Desde então, os médicos têm sido extremamente cautelosos na hora de receitar algum remédio para gestantes.

Os nomes dos bandidos

Estudos mostraram que algumas drogas são bastante nocivas. É o caso dos retinóides (congêneres da vitamina A), em especial a isotretinoína, indicada para quadros graves e persistentes de acne: acarreta anomalias no sistema nervoso como hidrocefalia e retardo mental, defeitos no aparelho cardiovascular e alterações no crânio, especialmente nas orelhas.

Por sua vez, a warfarina, utilizada para o controle da pressão arterial, pode causar aborto, defeitos sérios no sistema nervoso e hemorragia cerebral. Dois princípios ativos contra convulsões são acusados de alterar a formação da espinha do nenê: a carbamazepina e o ácido valpróico, esse último também receitado para prevenir crises de enxaqueca. E os fármacos para tratamento de câncer (quimioterapia) podem prejudicar o desenvolvimento do feto como um todo porque interferem na divisão celular.

Medicamentos à base de ervas (fitoterápicos) também oferecem riscos. A farmacêutica e sanitarista Elizabeth Michiles, coordenadora do Programa de Plantas Medicinais da Secretaria da Saúde do Estado do Rio de Janeiro elaborou uma lista com 42 plantas perigosas na qual figuram algumas muito populares: a cáscara sagrada, laxante natural, pode causar contrações antes do tempo, com possibilidade de aborto e parto prematuro; o guaco, com o qual se faz xarope contra tosse, oferece risco de hemorragias; e a hortelã, consumida na forma de chá contra gripes e resfriados, pode causar malformações, se utilizada em altas doses. Como tempero, na culinária, ela é liberada.

Até uma simples vitamina consegue fazer estragos. O excesso de vitamina A é associado a malformações. "Muitas gestantes necessitam de suplementação de ácido fólico, ferro e cálcio, entre outros nutrientes. Mas nem todos os complexos vitamínicos são adequados nessa fase", avisa Silvana Chedid. Outros remédios são desaconselhados, não porque mostraram algum possível dano, mas por faltarem estudos atestando sua segurança na gravidez. "Por isso, é melhor evitar remédios a todo custo, a menos que seu uso seja de extrema necessidade, com recomendação médica", orienta a obstetra.

O que fazer com problemas comuns?

Enjôos: Fracione as refeições para não ficar muitas horas em jejum. Prefira alimentos gelados e evite comida gordurosa. Se não resolver, os médicos, às vezes, prescrevem dimenidrinato isolado ou associado à vitamina B6 ou metoclopramida.Após o quarto mês pode ser usado chá de gengibre.

Outra opção é a acupuntura, que dá bons resultados em casos de náuseas e vômitos e é permitida desde o começo da gestação, avisa o médico João Bosco Guerreiro da Silva, autor de uma pesquisa para tese de doutorado na Unifesp sobre o uso das milenares agulhas nesse período.

Resfriados: Dores e febre são controladas com paracetamol, mediante prescrição médica. Os descongestionantes nasais estão na lista negra. Podem estreitar os vasos da placenta e comprometer o fluxo de sangue para o bebê. É melhor pingar nas narinas soro fisiológico ou fazer inalação só com o soro.Cuidado com as drogas contra tosse, especialmente as que contêm codeína e formulações à base de guaco. Prefira mel com limão.

Enxaqueca: A dor de cabeça pode melhorar, piorar ou ficar inalterada na gravidez.Analgésicos mais fortes não são recomendados e os remédios para prevenir as crises também estão fora de questão.O médico pode recomendar paracetamol e, como segunda opção, dipirona, mas com cautela.A acupuntura também traz alívio.

Insônia: Leite quente com mel antes de dormir pode trazer conforto. Massagens relaxantes e acupuntura também são boas dicas.Após o quarto mês, se o médico aprovar, existe a possibilidade de utilizar chá de melissa.

Inchaço: Reduza o sal na comida, descanse com as pernas elevadas e faça exercícios físicos para ativar a circulação.Após o quarto mês,Alex Botsaris sugere chá de salsa.

Às vezes a medicação se torna imprescindível porque a gestante apresenta algum distúrbio que pode trazer complicações importantes para a gravidez ou colocar sua vida em perigo. Daí a falta de tratamento compromete mais a mãe ou o filho do que o remédio em si. Silvana Chedid aponta alguns casos:

Toxoplasmose: Transmitida pelo contato com fezes de gato contaminadas ou alimentos mal lavados ou malcozidos, pode causar malformações graves como cegueira, retardo mental e dilatação dos vasos cranianos. Como nem sempre produz sintomas, os obstetras solicitam testes sangüíneos periódicos e, se encontram sinal dela, iniciam o tratamento que possibilita à criança um desenvolvimento normal.

Doenças infecciosas: A mais comum é a infecção urinária, que se não for bem tratada com antibióticos, pode acarretar parto prematuro. Existem antibióticos seguros para uso na gravidez, prescritos quando o distúrbio é diagnosticado por exames, não na suspeita de infecção.

Corrimentos vaginais: Aqueda na imunidade que ocorre nos nove meses torna as gestantes mais predispostas a inflamações genitais. A falta de tratamento pode levar ao parto prematuro. A maioria dos cremes vaginais é permitida na gravidez.

Distúrbios da tireóide: O hipotireoidismo é um quadro bastante comum e requer tratamento porque a falta do hormônio da tireóide na gestação está relacionada a uma certa diminuição do QI do bebê, trazendo como conseqüências dificuldades de aprendizado na idade escolar. O excesso de hormônio (hipertireoidismo) também traz prejuízos.

Hipertensão: Se não for controlada, a elevação da pressão arterial da mamãe ocasiona retardo no crescimento intrauterino, parto prematuro e nascimento de bebês de baixo peso. Estudos comprovaram a eficácia e a segurança de algumas drogas anti-hipertensivas como certos betabloqueadores.

Diabetes: Taxas altas de açúcar no sangue da gestante podem levar a malformações e à morte fetal. Os hipoglicemiantes orais (remédios usados para abaixar a glicose) não são indicados nesse período. O tratamento, portanto, é feito com insulina.

Epilepsia: Embora as drogas para controle do distúrbio não sejam totalmente isentas de riscos (estão ligadas a malformações raras), é preciso avaliar bem a relação custo/benefício. Crises convulsivas freqüentes podem comprometer a oxigenação do bebê. Por isso os remédios são mantidos.Em todos esses casos, a decisão de como encaminhar o tratamento deve ser tomada pelo médico. Essa regra também se aplica aos remédios homeopáticos.

Segundo o ginecologista, obstetra e homeopata Francisco Villela, da Associação Médica Homeopática do Estado do Rio de Janeiro, a maioria não tem contra-indicação na gravidez, porque tais medicamentos são bastante diluídos durante a preparação, o que reduz o perigo de efeitos tóxicos. Mas ainda assim, a gestação é um período em que a mulher está mais sensível e mesmo a homeopatia não deve ser usada por conta própria

E quanto aos antidepressivos?

Continua valendo a regra geral de suspender qualquer medicação durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre.Mas é preciso considerar outros fatores. Se a gestante tiver depressão leve, uma psicoterapia é suficiente para ajudá-la a recuperar o equilíbrio emocional.

Mas em casos moderados e graves, talvez não seja o bastante. "Quando o risco de suicídio é grande, não tem jeito, o antidepressivo precisa ser administrado", argumenta o psiquiatra paulista Cyro Masci."Mulheres com depressão crônica são mais vulneráveis à depressão pós-parto, por isso, a medicação não é interrompida", justifica a obstetra Silvana Chedid.

Sabe-se hoje que alguns antidepressivos são mais seguros do que outros, mas a troca de remédios não é automática. A decisão deve ser tomada em conjunto: o psiquiatra, o ginecologista e a futura mamãe.

Má Alimentação


A obesidade é um problema que já virou epidemia nos Estados Unidos e avança a passos largos no Brasil, atingindo cerca de 30% da população. A situação é tão grave que o excesso de peso já se transformou num caso de saúde pública. Além dos fatores genéticos, o problema está relacionado à qualidade da alimentação" .

Introdução

Corre-corre, estresse, vida moderna. Cuidar bem da alimentação é um dos desafios do cotidiano corrido de quem vive nos grandes centros urbanos. Em meio a tantas facilidades para conseguir comida rápida e industrializada, fica difícil manter uma dieta saudável e recusar as ofertas dos fast foods e dos restaurantes de comida a quilo. O resultado de tudo isso é que a população mundial está cada vez mais obesa e, no Brasil, não é diferente. O problema é tão grave que o assunto já é tratado como caso de saúde pública e já se transformou em epidemia nos Estados Unidos. No Brasil, por incrível que pareça, enquanto 30% da população passam fome, outros 30% são considerados obesos.

Obesidade e Doenças

Além dos fatores genéticos, a obesidade é resultante do descompasso energético, onde a energia ingerida excede a que o organismo gasta. Esse desequilíbrio pode ser o resultado da ingestão calórica excessiva, baixo gasto energético, ou da combinação de ambos. A única forma de controlar tal descompasso é com reeducação alimentar e atividade física. E vale a pena tentar, afinal, de acordo com os nutricionistas, a obesidade é fator de risco para cerca de 60 doenças crônicas, dentre elas a hipertensão arterial e o diabetes tipo 2. Também podem ocorrer inadaptação psicossocial e aumento do colesterol total. Problemas cardiovasculares, gastrintestinais e até mesmo o câncer também estão incluídos na longa lista de enfermidades que o excesso de peso pode causar.

Atualmente, as pessoas priorizam os horários para qualquer coisa relativa ao trabalho, estudos, e se esquecem de organizar seu dia-a-dia para as cinco ou seis refeições que são necessárias diariamente, além de atividades físicas que se recomenda no mínimo três vezes por semana

Diante da pressa das pessoas, surgiram os fast-foods que proporcionam um excesso de calorias sem suprir as necessidades de proteínas e vitaminas do organismo.

Não Existe Milagre

Muitas vezes a palavra dieta tem uma conotação negativa na vida das pessoas. Ela normalmente está associada a sentimentos de fome e de privação, e talvez seja por isso, que a maioria das pessoas que entram num processo de emagrecimento ganham em pouco tempo todo o peso que perderam. A maioria delas não funciona porque prometem muito, mas, na verdade, podem resolver pouco.

São as chamadas dietas milagrosas que, normalmente, aparecem publicadas em livros e revistas e não levam em consideração as características pessoais de cada um. Elas parecem resolver o problema porque realmente fazem a pessoa emagrecer reduzindo os carboidratos e as calorias totais ingeridas.

O problema é que isso provoca uma perda concentrada de líquido e proteína muscular, e não de gorduras. A dieta saudável promove a perda de somente um quilo de gordura, no máximo, por semana. Mais do que isso pode haver fadiga, nervosismo e flacidez muscular.

E o pior é que, ao voltar a comer como antes, recupera-se o quilo perdido e ainda se ganham outros. Isso acontece porque, perdendo a massa muscular, o metabolismo se reduz, ou seja, o indivíduo precisa de menos calorias para fazer o organismo funcionar.

O ideal é manter a massa muscular intacta. A dieta isenta de carboidrato e rica em proteína e gordura pode levar a problemas renais, articulares e cardiovasculares.

O Segredo do Sucesso

A dieta ideal deve levar em consideração sexo, idade, altura, atividades físicas, estudo fisiológico e patológico (possíveis enfermidades), disponibilidade de alimentos, lugares das refeições e, principalmente, os hábitos alimentares do indivíduo. Tais hábitos devem sofrer mudanças gradativas. O nutricionista é o profissional habilitado para indicar uma dieta personalizada.

Uma dieta balanceada não serve apenas para quem quer emagrecer, mas para quem quer manter o peso adequado, o fortalecimento muscular e o bom funcionamento dos órgãos, prevenindo doenças.

Para obter bons resultados em sua dieta é fundamental ajuda especializada e o mínimo de comprometimento. Neste caso, organização é fundamental. O primeiro passo é estabelecer horários certos para se alimentar, não deixando que o intervalo entre uma refeição e outra passe de quatro horas.

Também é muito importante reduzir o consumo de gordura, trocando a carne vermelha por frango sem pele ou peixe, desde que não sejam fritos. Troque os queijos em geral por Cottage ou requeijão light (em quantidades moderadas), não use frituras e prefira alimentos derivados do leite desnatados.

Coma no mínimo um tipo de verdura de folha e dois tipos de legumes por dia. Prefira os pães integrais, evite biscoitos bolos e pães de queijo. Devem-se consumir, no mínimo, quatro frutas ao longo do dia. O leite desnatado ou iogurte devem ser ingeridos duas vezes por dia. Ponha no prato menos feijão do que arroz. É fundamental ter carboidratos em todas as refeições, pois sua disposição física e mental depende deles. A quantidade é que deve ser calculada. Outro segredo é tomar bastante água o dia todo, aproximadamente 2 litros por dia, que ajuda na saciedade e mantém a pessoa hidratada.

Copyright © 2007 Bibliomed, Inc. 15 de Janeiro de

domingo, 25 de janeiro de 2009

10 dicas para o emagrecimento saudável


Comer, comer, comer! Para quem quer emagrecer, a comida não sai da cabeça 24 horas por dia

O que era um ato espontâneo, passa a ser pré-determinado. Explica-se: emagrecer requer horários para as refeições, não poderá mais ir correndo para a geladeira a qualquer momento só para satisfazer uma mera vontade. Alimentar-se é fonte de prazer, mas, primeiramente, fonte de energia e nutrientes para o organismo.

Convenhamos, quando se fala em disciplina alimentar quem é que não torce o nariz? Quem é que não acha que vai cair de pára-quedas em um campo de concentração, onde irá tocar a sirene da alimentação sem gosto?


Esqueça tudo isso! Alimentação sem sabor e altamente restrita significa caminho oposto do emagrecimento saudável. Isso mesmo.

Antes de dar pulos de alegria é bom saber – e ter certeza – do que pretende para você.

Emagrecer por estética só para entrar naquele vestido que insiste em ficar justo ou para entrar na calça de um ano atrás que tinha caimento perfeito faz com que loucuras sejam cometidas. Tenta-se de tudo. Dias e dias ingerindo somente saladas. É a dieta verde! Dias e dias bebendo só sucos. É a dieta da vitamina! Dias seguidos engolindo a mesma sopa. Que dieta é essa?

“Se quer uma receita para ajudar no emagrecimento, sem segredos, atividade física!”
Atitudes emergenciais trarão sucesso? Depende do que se entende por sucesso. Se ele significa ir àquela festa com o tão sonhado vestido, parabéns! Um conselho? Prepare-se para o que virá. Não se desespere se, na semana seguinte, encontrar dificuldades em entrar na mesma peça de roupa.


Agora, se pretende mudar a alimentação para ter um corpo mais saudável, mais disposto e mais bonito, a conversa é outra.

Não há fórmulas mágicas. Se quer uma receita para ajudar no emagrecimento, sem segredos, atividade física! Será bom estar mais disposto e, de quebra, queimar calorias e melhorar o condicionamento físico.

Emagrecer lentamente é desestimulante, já que não vê os resultados rapidamente? E o que dizer das várias tentativas frustradas? Como se sente quando se recorda de tantos sacrifícios?

Então, siga as 10 dicas seguintes e tenha um emagrecimento saudável. E, é claro, duradouro.

1. Não tenha pressa. Se está acima do peso, pergunte-se há quanto tempo carrega esse excesso. Então, para que eliminar peso do dia para a noite?

2. Corrija gradativamente a sua atitude em relação aos alimentos.

3. Não exclua de um dia para outro aquele alimento que só de pensar dá água na boa. Na verdade, nunca o exclua, mas saiba quando e quanto pode ingerí-lo.

4. Controle a ansiedade. Encontre uma distração ou um hobby que faça com que a sua atenção desvie da comida.

5. Estipule horários para as refeições.

6. Deixe de comer aquele doce e substitua pela fruta da sua preferência.

7. Beba muita, mas muuuuuita água.

8. Deixe o seu prato colorido. Saladas e legumes devem estar presentes diariamente no almoço e jantar.

9. Se alguém notar que está adotando novos hábitos e perguntar se está de "regime", mande um audível "não". Muitas pessoas adoram sabotar as boas intenções alheias.

10. Confie em você! Tenha sempre uma atitude positiva. Estar determinada e confiante é mais do que meio caminho andado para atingir o seu objetivo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Distúrbios do Apetite


A anorexia nervosa e a bulimia são distúrbios caracterizados por um comportamento alimentar bizarro. Ocorrem com muito mais freqüência no sexo feminino do que no masculino e acometem pessoas que têm uma preocupação excessiva com a aparência e a forma do corpo.

A anorexia nervosa está presente em aproximadamente 1% das adolescentes ou jovens adultas, enquanto a incidência da bulimia é de aproximadamente 5%. A principal característica da anorexia nervosa é uma visão distorcida da imagem corporal. Existe um medo mórbido de ganhar peso ou tornar-se obesa. Já a bulimia nervosa caracteriza-se por uma compulsão em alimentar-se.

O indivíduo acometido chega a ingerir 2000 a 3000 cal em uma única refeição, parando de comer apenas quando acontece algo que o interrompa, como por exemplo, o término da comida, a interferência de outra pessoa ou quando começa a passar mal. Nesses momentos, ele costuma ter uma terrível sensação de perda de controle. Aí, para compensar, ele provoca vômitos, ingere quantidades excessivas de anorexígenos, laxativos ou diuréticos ou exercita-se excessivamente.

Esses distúrbios da alimentação acompanham-se de morbidade e mortalidade significativas. A anorexia nervosa provoca todos os distúrbios associados à desnutrição e em casos extremos a morte. Já a bulimia nervosa associa-se mais freqüentemente a distúrbios hidroeletrolíticose aos efeitos físicos dos vômitos. A taxa de mortalidade infelizmente não é desprezível, gira em torno de 15%. A causa mortis, além daquela provocada pela desnutrição pode ser arritmia cardíaca, hemorragia digestiva, suicídio, etc.

O tratamento baseia-se predominantemente em psicoterapia, não raro necessitando do uso de medicamentos, como antidepressivos, que serão indicados pelo psiquiatra, conforme julgue necessário. Freqüentemente recorre-se também ao auxílio de um endocrinologista ou clínico para controlar os distúrbios metabólicos associados.

O diagnóstico às vezes é difícil, porque os pacientes tendem a esconder a situação. Na anorexia nervosa o paciente emagrece muito, a mulher para de menstruar e fica edemaciada. O diagnóstico diferencial inclui, além de vários distúrbios psiquiátricos, o abuso de drogas, doenças como AIDS, hipertireoidismo, câncer, diabetes e a própria desnutrição. No caso da bulimia nervosa, o diagnóstico diferencial inclui outros distúrbios psiquiátricos e as patologias associadas a vômitos.

Enfim, pessoas portadoras desses distúrbios podem beneficiar-se muito das várias modalidades terapêuticas disponíveis e não devem envergonhar-se de procurar ajuda.

Dra.Jane Feldman
Endocrinologista - São Paulo - SP